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quarta-feira, setembro 17, 2008

Ser, mas sem existir

Ontem estava com Orquídea em uma pizzaria, esperando a pizza ficar pronta para levarmos pra casa e como a quadra é muito cheia, parei meu carro em fila dupla bem na frente.

Do lado de fora, vi que as pessoas de um carro que eu estava fechando iam sair e corri tirar o meu. Dei ré e fiquei dando seta, esperando o carro sair. Enquanto isso pára uma moto de entrega da lanchonete do lado atrás do carro que estava saindo e simplesmente me ignora e entra na vaga.

Buzinei e nada, desci do carro puta da vida e fui falar com o motoqueiro. Ele ouviu tudo que eu disse, que era falta de educação, que ele era um idiota... com uma cara de quem diz: E?
E desceu da moto e foi para a lanchonete.

Orquídea teve que vir me acalmar para eu não ir atrás do cara, que ficou vigiando a moto da frente da lanchonete.

Quando nossa pizza chegou, fomos para o carro e fomos obrigadas a ouvir idiota mandar um beijo. Orquídea mandou ele se foder, enquanto eu dava dedo e me controlava pra não partir pra cima dele (tinham mais 3 caras com ele).

Saímos muito irritadas e anotamos a placa da moto pra fazer uma reclamação.

Conversando sobre o assunto, Orquídea tocou num ponto interessante: se fosse um homem no meu lugar com certeza ele teria ficado sem graça, ou pelo menos teria dado briga ao invés de simplesmente ignorar e ainda fazer gracinha.

Eu não preciso nem me dar ao trabalho de lembrar porque eu detesto tanto os homens, eles fazem isso por mim.