quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Às vezes eu acho que a gente não sabe namorar. Precisa estar brigando sempre, arranjando problema pra perceber o quanto se gosta. A gente se acostumou errado, deve ser isso. Construiu um relacionamento em cima de bases frágeis, inseguras. A paixão é volátil demais para segurar um namoro, e acho que foi isso que aconteceu. É isso que acontece. Por mais que sejamos sinceras. Toda a conversa do mundo não vai consertar o que vem errado há muito tempo... apesar de eu não saber muito bem o que é que está errado.

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Eu deveria estar aliviada, mas estou triste.

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Pode não fazer sentido ou parecer uma tentativa desesperada de se manter no controle. Whatever, escolha o que lhe convir. Fato é que por mais que você esteja propondo um tempo (veja, eu disse propondo, não pedindo), você não quer ouvir como resposta a um "você quer acabar?" um honestíssimo "não sei".

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A pior coisa que você pode fazer nessas horas é lembrar de como era no início. A devoção, a entrega cega, o cuidado exagerado. Onde eles foram parar?

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Eu precisei me controlar muito para sair da casa dela daquele jeito - normal, rápido, sem enrolação e carinhos - e para desligar o telefone com menos de 2 minutos de conversa.

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Nunca odiei tanto um "boa noite. beijo. tchau."

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Foi difícil de engolir aquele "não sei" porque eu sei. Eu não quero terminar. Eu quero que tudo se ajeite. (O que será que ela quer?)

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